Inteligência Emocional – O Diferencial dos Grandes Líderes

Inteligência Emocional

Você, que se julga inteligente, já aprendeu a acionar sua inteligência emocional? Já aprendeu a se olhar, a perceber como vão suas pulsações, qual o seu estado emocional ao dar uma orientação ou comando às pessoas que esperam sua liderança? Você sabe qual o diferencial dos grandes líderes? Por que se tornaram verdadeiros líderes?

Sabemos que a inteligência emocional é uma competência preciosa, porém rara, sobretudo no caso dos líderes. Encontramos muitos profissionais insatisfeitos com o comportamento de seus líderes, porque estes não sabem gerir suas emoções.

Os cargos de gestão e liderança exigem um preparo especial quando o assunto são as emoções. Tomar decisões sob pressão, administrar o trabalho alheio e investir em relacionamentos estratégicos são tarefas de um líder.

Conhecemos executivos extremamente inteligentes e muito bem preparados que, promovidos a uma posição de liderança acabam fracassando por falta de inteligência emocional.

Quantas vezes ouvimos dizer que alguém é contratado por ser um ótimo técnico, por sua inteligência racional, e demitido por falta de inteligência emocional, ou por falta de habilidade de administrar suas próprias emoções, o que torna problemático seu campo relacional em suas diversas atividades, inclusive familiares.

Mas o que é Inteligência Emocional?

Inteligência emocional é um conceito que descreve a capacidade de reconhecer e avaliar seus próprios sentimentos e os dos outros, assim como a capacidade de lidar com eles.

Um indivíduo emocionalmente inteligente é aquele que consegue identificar e administrar suas emoções com mais facilidade.

Uma das grandes vantagens das pessoas com inteligência emocional é a capacidade de se automotivar e seguir em frente, mesmo diante de frustrações e desilusões.

Líder é a pessoa que é capaz de inspirar e tem a capacidade de influenciar, comandar e coordenar outras pessoas.

Para poder comandar outros, precisa ter habilidades para perceber, expressar e comandar a si mesmo.

Para comandar a si mesmo é precisoaprender a olhar seus pensamentos e seus sentimentos para dar direções mais efetivas a suas ações.

Para olhar seus pensamentos e sentimentos é preciso parar, respirar fundo e se observar: “O que e como estou pensando agora? O que é que estou sentindo agora? Estou receoso, ansioso, com raiva, atraído e envolvido por alguém?

O muito inteligente às vezes se torna muito fechado em suas relações ou muito ingênuo frente a quem tente manipulá-lo.

Inteligência emocional é esta capacidade de parar e, em silêncio, observar-se.

Ter inteligência emocional é eu ser observador de mim, de meus sentimentos, e aos poucos ir assumindo o controle sobre mim e sobre minhas emoções.

Por isso é que o diferencial dos grandes líderes é a inteligência emocional.

Tivemos muitos grandes líderes, mas vamos citar dois exemplos: Nelson Mandela e Martin Luther King.

Nelson Mandela foi o principal representante contra o movimento apartheid, regime de segregação racial na África do Sul, e um guerreiro na luta pela liberdade.

Ficou preso durante 27 anos e,apesar desta reclusão, não se deixou abater. Antes, durante e depois de sua prisão continuou sua luta. Saiu da prisão e três anos depois ganhou o prêmio Nobel da Paz e quatro anos depois, em 1.994 (foi solto da prisão em 1.990) ele se tornou o primeiro presidente negro da África do Sul, calmamente tentando atender e articulando as diferentes e antagônicas correntes políticas de seu país.

Também é o caso de Martin Luther King, norte-americano, que lutou em defesa dos direitos sociais para negros e mulheres, combatendo o preconceito e o racismo. Sua luta era fundamentada no amor ao próximo. Chegou a ser preso e torturado.

Ficou famoso o discurso de Luther King em Washington, em 1963: ”Eu tenho um Sonho”. Ganhou o prêmio Nobel da Paz.

Você é capaz de reconhecer a inteligência emocional nestes dois homens excepcionais? Homens que não tiveram medo de se expor, tiveram iniciativa, possuíam um forte senso de justiça, estavam sempre prontos para ajudar e sabiam ouvir.

Inteligência emocional não é não sofrer, mas reconhecer o sofrimento e, apesar do sofrimento, seguir em frente e não perder seu foco, sua razão de viver.

Entre as características da inteligência emocional está a capacidade de controlar impulsos, canalizar emoções para situações adequadas, praticar a gratidão e motivar as pessoas, além de outras qualidades voltadas para ajudar pessoas a canalizar suas energias em função de seus propósitos profissionais e de vida.

Saber canalizar emoções e sentimentos, com o intuito de atingir algum objetivo pode atualmente ser considerado um dos principais trunfos para o sucesso pessoal e profissional. Tomemos como exemplo uma pessoa que consegue se concentrar no trabalho e finalizar todas as suas tarefas e obrigações, mesmo se sentindo triste, ansiosa ou aborrecida.

A inteligência emocional se exprime através de habilidades emocionais que estabelecem a maneira como percebemos e expressamos a nós mesmos. Estas habilidades podem ser aprimoradas e desenvolvidas.

Aprender a desenvolver a inteligência emocional é, também, aprender a relacionar-se bem com as pessoas de sua convivência, bem como com as pessoas sob sua responsabilidade em equipes ou instituições. É respeitar as pessoas do jeito que elas são, para além de preconceitos de raça, cor, gênero ou crença religiosa. E é também não se deixar envolver por jogos emocionais de chantagem ou por promessas vazias.

De que forma podemos aprimorar e desenvolver estas habilidades?

  • Através da observação, saber quais emoções você está sentindo; dar nomes a elas;
  • Perceber que seus pensamentos influenciam seus sentimentos e que seus sentimentos influenciam seus pensamentos; perceber que existe uma relação entre seus sentimentos e o que você pensa e diz.
  • Verificar que seus sentimentos afetam suas ações.

Dessa forma você aprende a conhecer e controlar suas emoções.

Por que desenvolver a Inteligência Emocional?

Você, mesmo triste, não deixa de cumprir suas tarefas e obrigações. Mesmo estando ansioso e preocupado, você consegue se concentrar no trabalho. E, mesmo estando alegre, você se abre para os outros e consegue ouvir.

Você permanece tranquilo, centrado, quando alguém o questiona ou repreende? Consegue dar vazão a sua euforia e alegria diante de um ganho ou vitória, sem fazer promessas e tomar decisões precitadas?

Proponho a você fazer todo dia pelo menos 5 minutos de reflexão ou meditação buscando centrar-se para dar uma boa condução a sua vida e suas atividades. E, durante o dia, frequentemente dar uma paradinha e ir para seu interior para tomar as rédeas de suas emoções e aprender a relacionar-se cada vez melhor consigo mesmo e com as pessoas de sua convivência.

Desenvolver a inteligência emocional é, desculpe a obviedade, uma atitude inteligente. Inteligente por quê? Porque eu e tudo à minha volta saímos ganhando. Eu me torno muito mais senhor de mim mesmo, aprendo a me respeitar mais e a direcionar melhor minha energia. Da mesma forma, aprendo a me conectar melhor com as pessoas, respeitando suas formas de ser e sabendo como melhor ativar suas energias em benefício delas mesmas e do universo de convivência delas.

Inteligência emocional, portanto, é o mais verdadeiro ganha-ganha.

Marcos Wunderlich

2018-11-07T16:32:21+00:00

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Um Comentário

  1. Eli Braz 14 de julho de 2018 em 16:12 - Responder

    Alcançar uma boa inteligência emocional é realmente fruto de exercício diário. E olha que seremos testados a cada momento. Ma e isso que torna nossa vitória mas concreta.

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