8 técnicas para desenvolver sua Inteligência Emocional

Quantas vezes queremos mudar, mas continuamos repetindo sempre as mesmas coisas? Quantas vezes nos deixamos levar por nossos impulsos e sentimentos? Será que isso tem a ver com Inteligência Emocional?

Claro que tem. Precisamos aprender a desenvolver a Inteligência Emocional para utilizar todo nosso potencial, numa vida mais realizada e feliz. Por isso, vamos conversar sobre 8 técnicas que você pode realizar no seu dia a dia, visando ampliar sua capacidade de liderança e seu controle de emoções. Boa leitura!

Inteligência Emocional

A Inteligência Emocional é a chamada inteligência do coração. Aqui estão a emoção, os sentimentos, a afetividade. É aqui também que está o lado mais criativo, o lado da imaginação, dos sonhos, da arte.

Esse é o lado da inspiração, da motivação, da coragem de quebrar paradigmas, da coragem de tomar decisões, sobretudo aquelas que “dão um frio na barriga”.

Ela também que comanda a arte, a sensibilidade qualitativa. É ali que fica o êxtase, o achar lindo, maravilhoso, onde se apoia a extraordinária força de nossa intuição.

É pelo lado emocional que nós desfrutamos das coisas boas da vida, que gostamos das pessoas e dos outros seres, é por aqui que sentimos aqueles momentos de “vale a pena viver”!

Mas é também o lado do sofrimento, do “não gostei”, da “dor de viver”, do sentir falta, das mágoas, das tristezas, do sentir-se abandonado, da depressão.

A Inteligência Emocional é a capacidade de compreender e gerenciar as emoções, tanto as próprias, como as das outras pessoas. Através dessa compreensão, podemos construir relacionamentos mais focados e duradouros.

A possibilidade de você aprender a lidar com as próprias emoções e compreender os sentimentos dos outros é o grande desafio.

Enfim, agir com Inteligência Emocional é saber conciliar o lado emocional e o lado racional do cérebro. É saber pensar, sentir e agir com coerência. É construir relações saudáveis e tomar decisões coerentes, evitando arrependimentos das decisões por impulso, impensadas.

Inteligência Emocional e Liderança

Com esse tipo de inteligência, também desenvolvemos a liderança, a capacidade de impulsionar e motivar as pessoas, de fazer com que as pessoas acreditem ou não nas outras.

A emoção é imediatista, age de rompante, é impulsiva. Se estiver fora de comando, ela vem com tudo. Mas o controle do emocional se dá quando conjugamos o lado emocional com o racional, emergindo daí a Inteligência Emocional.

Por outro lado, é aqui que se fundamenta a motivação. Quando a motivação é positiva, as pessoas e os grupos se empolgam! Porém, quando ela é negativa, as pessoas e os grupos perdem esse élan, caindo de rendimento ou mesmo tendo reações violentas contrárias, como quebrar coisas. Aqui está um dos maiores desafios para as lideranças.

Um bom líder é alguém que, além de estar atento às metas e aos resultados a alcançar por sua equipe, é também alguém que cultiva sua Inteligência Emocional.

É uma pessoa atenta ao clima de convivência, cooperação e comprometimento de seus liderados e que tem a confiança de seu grupo.

Nos níveis de maior cultivo e refinamento, aqui é a área da intuição, da percepção do clima ou tensor, do sentir à distância, de antecipar e prever o que pode acontecer. E é por aqui que, através do cultivo pessoal interior, a pessoa se sente ligada a toda a organização, sente a vibração do todo e leva sua equipe a sentir-se corresponsável pela organização como um todo.

Como desenvolver nossa Inteligência Emocional?

A Inteligência Emocional não é obra do acaso. Nós aprendemos a ter condução sobre nossa energia emocional através de cultivo sistemático. Não é através de medo e repressão que adquirimos controle das emoções. Não é sufocarmos as emoções, mas aprendermos a ter consciência delas para podermos percebê-las e dar-lhes direção. Uma direção que seja a seu favor e de tudo que o envolve.

Então, para desenvolver esta Inteligência Emocional, proponho aqui – sem pretensão de esgotar o assunto – 8 técnicas:

1 – Aprenda a se observar e reconheça suas emoções

O primeiro passo é aprender a dar nome a suas emoções, a reconhecer o que você está sentindo. É fundamental reconhecer a tristeza, a alegria, o encantamento, a raiva, a ansiedade, a frustração, a euforia, o medo, o amor. Enfim, tomar consciência de quando está sentindo emoção e saber qual emoção.

Reconhecer as emoções e como elas influenciam em suas ações. Esta é a chave: conhecer, analisar suas emoções e as ações que você faz em resposta aos estímulos. E não as sufocar, mas usá-las a seu favor, dando-lhes sentido, orientando-as.

2 – Saber que as emoções influenciam suas ações

É importante identificar qual emoção levou você a praticar determinada ação. Procure descobrir o que o medo ou o alívio levam você a fazer ou não fazer. Observe como você age quando está sentindo certas emoções e como isso afeta sua vida.

Uma vez que nos tornamos mais conscientes disso, é mais fácil saber o que e como fazer. Lembre-se também de ouvir o seu corpo. Sensações como calafrios, por exemplo, são um alerta que seu corpo está lhe enviando.

Centre-se, por um instante, e descubra o que ele está sinalizando naquele exato instante. Pois as emoções e suas reações corporais se dão sempre no instante, aqui e agora.

Alguma coisa está lhe indicando. Leve sua atenção a este ponto. Tome consciência, assuma sua condução e decida, com pés no chão, o que fazer.

3 – Conecte-se com suas emoções

Volto a insistir: não menospreze suas emoções. Elas são o seu semáforo, que lhe indicam que algo acontece com você. Conecte-se a elas, perceba-as.

Como são suas emoções? Verifique se suas emoções estão acompanhadas de sensações físicas e o que você sente em seu corpo (no seu peito, no seu estômago, nos arrepios de pele, rigidez muscular, lágrimas).

Veja como elas interferem em sua tomada de decisão. Para ser emocionalmente inteligente, é importante você ter esta conexão com seus sentimentos, aceitar e saber lidar com eles.

4 – Automotivação

É na Inteligência Emocional que se fundamenta a motivação.

Quando a motivação é positiva, as pessoas e os grupos criam, se enchem de ânimo e coragem! Mas, quando ela é negativa, ou as pessoas e os grupos perdem o encantamento, perdem rendimento ou podem mesmo ter reações violentas contrárias, como quebrar coisas, partir para a briga.

Aqui está um dos maiores desafios para as lideranças. Busque dentro de você o porquê daquilo que está fazendo ou vai fazer. Faça sua equipe saber o que e porque está fazendo, dê ânimo às pessoas, estimule, desafie. Só então as pessoas liberam seus potenciais de realização.

5- Centramento

Centramento é ação convergida para seu centro, ação focada, orientada a partir de seu impulso interno, com equilíbrio energético. Fisicamente, você liga sua base (Terra) ao centro de sua cabeça (Céu), estabelecendo uma conexão equilibrada em seu interior, assumindo a condução harmoniosa de seus atos.

Centramento é essencial para quem quer se autoconduzir. Sem centramento não há autocondução. Você é simplesmente levado por um campo energético que você não percebe nem escolhe. O centramento permite a delimitação, ou postura delimitadora, frente aos componentes de um evento.

Com centramento, você assume claramente a liderança de seu grupo, sem se deixar levar pelas tensões que nele possam sobrevir.

6 – Comunicação Real

Comunicação é a forma como as pessoas se relacionam entre si, dividindo e trocando experiências, ideias, sentimentos, informações.

Uma comunicação pode ser real ou enganosa e tática. A comunicação é real quando existe coerência entre o que pensamos, acreditamos e sentimos, quando é congruente com o que pensamos e o que fazemos, com o que dizemos e a forma como conduzimos nossas ações, quando há coerência entre o que pregamos e como vivemos.

A falta de coerência e isomorfismo é a principal causa da perda de confiança. Veja como reage uma criança, e principalmente um adolescente, quando percebe que os pais ou educadores não têm uma vida condizente com o que ensinam.

Da mesma forma, quando um líder prega alguma coisa, mas seu comportamento não é coerente, gera, em consequência, progressiva perda de confiança de seus liderados, maior causa de quebra de motivação e consequente quebra de espírito participativo e produtividade.

A comunicação real implica em termos uma comunicação explícita, sem jogos táticos, sem fofocas, sem ataques e defesas, sem segundas intenções, sem necessidade de justificativas, porque ela é o que é.

Nesse sentido, é preciso criar espaço de negociação sempre. Nunca se pôr como dono da verdade, estar aberto a ouvir, a buscar, sempre que possível, o consenso.

Daí a importância de estarmos atentos a nossa forma de comunicação. É preciso que examinemos sempre e a todo momento até que ponto temos claro para nós qual é nossa intenção maior e, frente a isso, examinemos o grau de coerência entre nossas ideias e sentimentos com nossas ações no dia a dia.

7 – Postura Condutora

Postura condutora é a capacidade direcionadora humana, na qual estão contidos os processos de tomada de decisões, planejamento, condução, gestão e liderança. É a capacidade de dar rumo às ações.

Uma postura condutora supõe que temos opções pessoais ou, a nível grupal e institucional, que temos metas e objetivos claros, não se deixa levar por modismos imediatistas, mas está aberta às imprevisões próprias da dinâmica do mercado e da vida.

Ter a condução não é ter controle. Ter controle é a ilusão de que temos poder sobre nós, sobre as emoções, as pessoas, os eventos. Acontece que somos todos partícipes de algo muito maior do que nós: a Vida, sobre a qual não temos poder.

Só podemos nos conduzir no seu fluxo, direcionando rumo a objetivos que traçamos, mas que sabemos que são apenas possíveis ou prováveis, nunca temos certeza de que vão mesmo acontecer.

8 – Aqui e Agora.

Estar aqui e agora é estar centrado na Inteligência Emocional, é estar plenamente presente em cada ação, em cada expressão dinâmica, seja nas pessoas, seja nas organizações.

A Inteligência Emocional nos revela o que está acontecendo aqui e agora. É a capacidade de estar atento à emergência de emoções, que são indicadoras de nossa real percepção do que se passa conosco mesmos e com as pessoas e o mundo a nosso redor.

É através dela que a inteligência racional terá condições de dar o direcionamento que a realidade está pedindo naquele momento, em função das metas e objetivos propostos.

Mais do que pesquisas quantitativas e tabelas comparativas, é a Inteligência Emocional que percebe o clima que atua num dado momento e revela, no campo emocional, o grau de lealdade e comprometimento predominantes.

Conclusão

O primeiro passo que nos cobra a Inteligência Emocional é o centramento. Quando estamos centrados não temos receio de pôr na mesa aquilo que pensamos, de expor opiniões e até mesmo discordâncias, pois nossas palavras e ações serão autênticas, coerentes, condizentes, carregadas de força e de profundo respeito pelos outros e por suas opiniões, buscando o consenso, sem imposições.

Todo verdadeiro líder é pessoa centrada. E pessoa centrada tem comunicação real, abertura e discernimento. Não invade nem se deixa invadir porque sabe o que quer e respeita a verdade e a vontade das pessoas de sua convivência. Sabe o que quer. E sabe criar os meios hábeis para se direcionar e manter o comando de suas ações.

O líder, atento a sua Inteligência Emocional, mantem coesão em sua equipe, com alta motivação e espírito cooperativo. Não há risco de perder a cabeça, de sair do sério.

Suas decisões são compartilhadas e sabe se planejar e dar rumo a suas ações, para poder agir segundo o comando de seu centro de poder, com amor, mas com a firmeza que se fizer necessária.

Gostou de nossas técnicas para uma Inteligência Emocional elevada? Tem alguma habilidade para compartilhar conosco? Fale conosco nos comentários!

2018-10-03T22:30:07+00:00

2 Comments

  1. Claudecir Calheiros 4 de outubro de 2018 em 13:13 - Responder

    Excelente!!!
    Hoje em dia, a grande carência humana é essa.

  2. Fernando Vieira Braga 5 de outubro de 2018 em 10:11 - Responder

    parabéns pelo artigo!

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