Empatia está na moda?

Num mundo intensamente conectado e individualista, as redes sociais são fortes intermediadoras que mostram a falta de empatia da sociedade.

A palavra deriva do grego empatheia, que significa paixão, é a capacidade de se identificar com uma pessoa e se colocar no lugar da mesma para tentar compreendê-la em sua essência. Desse modo, quando você se imagina na mesma situação que alguém antes de tomar qualquer atitude, está tendo empatia e assim evitando fazer algo que possa ocasionar desconforto nas pessoas ao seu redor.

Em resumo, significa ter a habilidade de entender a necessidade do outro. A empatia é importante porque nos permite compreender de maneira mais assertiva o mundo do outro e isso abre muitas portas, em todas as situações que vivemos. Somente através do desenvolvimento desta capacidade, é que conseguiremos construir um mundo cada vez melhor para se viver.

A empatia no mundo moderno

Num mundo intensamente conectado e individualista, as redes sociais são fortes intermediadoras que mostram a falta de empatia da sociedade. As pessoas estão constantemente disseminando ódio e rancor pela internet, expondo sem pensar como se sentiriam se elas estivessem no lugar dos outros. E, apesar dessa desumanização ter sido ampliada com a relação pessoal via internet, essa falta de empatia é somente um reflexo da escassez de solidariedade e amor dentro de cada pessoa.

Sem essa habilidade de ouvir e ser empático, tem ficado cada vez mais complicado expressar o nosso lado criativo: são aplicativos e sites que não conversam com o público de forma correta, campanhas de comunicação desarmônicas com a realidade e contexto social, produtos que só visam o lucro, exclusivamente, da empresa, dentre tantas outras coisas. 

A concepção de empatia não é nova. Entretanto, na última década, apesar da ideia de que somos indivíduos egoístas por definição, preocupados em se autoproteger, essa concepção foi convertida por evidências de que somos fisicamente capacitados para sentir empatia.

Vivemos um período de transição, no qual nós como humanidade, lutamos para afastar os velhos modelos e viver de maneira mais equilibrada, justa e feliz. Todos nós queremos um mundo com menos guerras, violência, desigualdades, injustiças. Um mundo mais pacífico, justo, colaborativo e sustentável. E para que esse novo mundo consiga se desenvolver e se sustentar, uma sequência de novas aptidões serão nos exigidas. A empatia está entre elas e é umas das principais.

Os maiores desafios do mundo atual (guerras, pobreza, lutas por poder, mudanças climáticas…) são sistêmicos e estão definitivamente interconectados e, a maioria deles, têm a falta de empatia como uma de suas origens centrais.

Então se a falta de empatia é uma das origens centrais, resgatá-la pode caracterizar também um dos meios essenciais para ação. Implementando um olhar mais empático, poderemos ser capazes de enxergar o nosso inimigo como um ser humano que igualmente sofre; entender e respeitar pontos de vista e opiniões diferentes das nossas; lutar por uma sociedade mais justa e igualitária; ponderar as consequências de nossos atos até para as gerações futuras.

Nós precisamos olhar para a empatia não somente como uma competência que nos torna melhores profissionais, ou como uma ferramenta para aprofundar nossas relações pessoais. A empatia pode (e deve) ser vista por todos como uma competência fundamental para reconstruir relações entre pessoas, entre grupos e entre seres humanos e a natureza, e como uma das chaves para a construção de uma sociedade mais justa, sustentável e pacífica.

O papel do Coaching

Desenvolver a empatia exige inteligência emocional e psicológica. A inteligência emocional é a habilidade que se tem em reconhecer as próprias emoções e, através desse autoconhecimento, entender a emoção do outro. Nem todas as pessoas possuem essa habilidade para lidar com situações nas quais a empatia é necessária, mas é algo a ser desenvolvido.

Quando nos colocamos no lugar do outro, imediatamente baixamos a guarda em relação aos julgamentos e damos lugar à compaixão, ao acolhimento e ao entendimento.

A empatia está altamente presente nas sessões de Coaching e tem um papel bastante importante para o sucesso de todo o processo. É ela que gera a disposição à aceitação e receptividade entre o coach e o coachee, fundamental para que os resultados desejados sejam conquistados com rapidez e assertividade.

A partir de ferramentas e técnicas, o coach é capaz de auxiliar os coachees a mudarem seus hábitos comportamentais, deixando de lado julgamentos e preconceitos, possibilitando assim uma conexão efetiva com as outras pessoas na vida pessoal e profissional.

Onde tem empatia, tem educação, tem paciência e tem gentileza. E, como já dizia o profeta, “gentileza gera gentileza”.