Perguntas, você sabe a importância delas?

Fazem alguns anos que tive a oportunidade de visitar a exposição ‘6 bilhões de outros’, no MASP em São Paulo. Uma experiência que me marcou e até hoje ecoa a importância das perguntas, assim como a multiplicidade infinita de respostas que uma mesma pergunta pode suscitar. Neste dia anotei as principais perguntas da exposição, que agora compartilho com vocês.

Qual o sentido da vida? O que é o progresso para você? O que espera dele? Você vive melhor que seus pais? Você viu a natureza mudar desde a infância. O que fez para preservá-la? Com o que você sonhava quando era criança? Qual foi a última vez que você chorou, por quê? O que significa para você estar na sua casa? E partir? O que representa para você a família? Qual foi a sua última gargalhada?

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Se assim como eu, você tirar um tempo do seu dia para pensar nas respostas para essas perguntas, vai perceber a grande experiência que brota do seu interior. Porém, quem é que no dia a dia investe seu tempo para se deparar com essas “perguntas geradoras”? Essas perguntas que nos fazem parar e pensar. Parar e buscar dentro de nós algo que não está na ponta da língua. Se dificilmente paramos para respondê-las, mais difícil ainda é pararmos para criá-las. Não é mesmo? Pergunte para a pessoa que você ama: “Qual foi a sua última gargalhada?” Posso apostar que um diálogo especial vai acontecer!

Neste artigo levanto a importância das perguntas para falar da importância do processo de Coaching. Perguntas assertivas bem direcionadas ao propósito almejado pelo cliente, possuem um grande poder gerador de vida e de impulso. Tanto as perguntas elaboradas anteriormente das sessões de Coaching, com base no histórico apresentado pelo cliente, quando àquelas perguntas que surgem a partir da plena atenção do Coach às palavras e necessidades do Coachee, que é o cliente.

Para o Coachee, o investimento neste processo é o espaço do cultivo profundo, o espaço onde a segurança em si próprio vai criando raízes e se nutrindo de substratos e essências extraídas do labor do pensamento. É um momento que pausamos nossos automatismos para cultivar jardins internos. Aprender a cultivar jardins internos é primordial àqueles que almejam passear e desfrutar de jardins externos. Então, aproveitem as sessões de Coaching para plantar perguntas nos campos férteis da sua inteligência!

Por Yug Werneck
Atua na Coaching e Desenvolvimento Organizacional
Formada em Administração de Empresas pela FGV – EBAPE, com extensão de Design em Sustentabilidade pela Gaia Education e extensão em administração pela EDENZ College (Nova Zelândia). Com formação de Líderes Facilitadores pelo Programa Germinar do Instituto Ecosocial e formação como Coach e Mentora pelo Instituto Holos.