Proponho fazermos uma reflexão, preconizada pelo monge e ativista Thich Nhat Tahn: “Sem nuvem, a chuva não cai. Sem cair a chuva, a árvore não cresce. Por fim, sem árvore não se faz papel”. Ou seja, o papel, a árvore, a chuva e a nuvem encontram-se em interexistência. Se continuarmos observando profundamente o caso específico do papel, perceberemos diversos outros atores em interexistência com o papel: o sol, o trabalhador que produziu o papel, e por aí vai.

A visão sistêmica é a disciplina da aprendizagem organizacional que nos permite prestar atenção no mundo que nos rodeia, como se fosse uma lente grande angular, não como uma teleobjetiva, de modo que possamos ver como nossas ações interagem com outras áreas de atividade (Senge, 1994).
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Embora possa ser encarada como uma poderosa ferramenta de solução de problemas organizacionais, como de fato o é, a visão sistêmica é ainda mais poderosa como linguagem. Na medida em que amplia os nossos modelos mentais, a maneira como pensamos e falamos acerca de sistemas complexos. A visão sistêmica também mostra como de fato são as organizações: sistemas sociais complexos.

Na minha prática de Coaching em organizações, observo que quando os colaboradores são convidados a pensar sistemicamente acerca organização a qual servem, observando as variáveis de alavancagem em interexistência, desenvolve-se um conjunto diverso de histórias. Diante de versões da organização ora críveis, ora ressonantes, o entendimento coletivo da organização muda, permitindo a (re)construção de operações mais coerentes.

Você já pensou nisso?

Por Fábio Henrique Lima de Siqueira – Coach e Mentor

2018-06-01T23:35:00+00:00

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