Qual o papel de um Mentor?

Faz algum tempo que venho percebendo um aumento significativo na busca do ser humano por um Mentor e a busca por um modelo de mentoria. Essa palavra “Mentor” tem estado em evidência quase que em todas as áreas profissionais e cada vez mais toma espaço no desenvolvimento pessoal de todos.

Mas afinal de contas, você já se perguntou qual o papel de um Mentor ou uma Mentoria?

Antes de te explicar aqui o papel de um mentor e em quais campos da vida ele atua, eu preciso deixar bem claro a diferença entre Mentoring e Coaching.

  • Coaching 

A metodologia Coaching atua diretamente no foco em gestão, nas operações, traçando metas em busca de resultados definidos e planejados. O Coaching vai agir em questões práticas, sempre com foco nos resultados e administrando os processos. Costumo dizer que o Coaching é um processo mais intelectual.

  • Mentoring

Já o Mentoring atua no ser humano como um todo, ajuda no desenvolvimento da criatividade, nos relacionamentos, na mentalidade e motivação. Costumo dizer que o Mentoring age no fator mais emocional do Ser Humano.

Mentoring é uma metodologia para transferência de insights, aquisição de nova mentalidade a partir do relacionamento com o Mentor e o Mentorado. Também tem como aspecto trabalhar a questão da felicidade humana e obtenção de formas de vida mais satisfatórias e coerentes. Promovendo assim qualidade em liderança, relações, carreira, mentalidade, vida e principalmente em felicidade.

Denominar a diferença entre as duas metodologias não significa que elas são coisas separadas, pelo contrário. Quero deixar claro aqui que uma não existe sem a outra e que tudo está interligado. 

Dentro do sistema ISOR®, metodologia exclusiva do Instituto Holos, nós estimulamos que sejam utilizadas todas as técnicas de Holomentoring®, Mentoring, Advice e Coaching. Isso porque aqui, entendemos que o ser humano é complexo e precisa ser visto de forma ampla em todos os campos da vida. 

Agora, respondendo a pergunta que mais me fazem ultimamente “Qual o papel de um mentor?”,  quero deixar uma pequena frase de minha autoria.

 “Quando alguém é Mentor verdadeiramente, significa que age a partir da Postura Prestadia”. 

A atividade “Prestadia” significa que o Mentor tem clareza de intenção, e que age a partir de postura generosa genuína, voltada antes de mais nada ao real desenvolvimento e transformação de seu cliente.

Minha dica neste momento, é que você se certifique que teu futuro Mentor tenha uma consciência elevada e uma mente livre de paradigmas limitantes. 

Isso não significa que este Mentor precise ter experienciado as situações das quais você está buscando soluções. Essa é a questão mais polêmica de todas, mas é o maior paradigma que existe no universo do desenvolvimento pessoal.

O maior paradigma do Mentor

Mariana é uma empresária muito bem sucedida. Empreendedora desde muito pequena, ela passou a vida focada no trabalho e no desenvolvimento dos seus conhecimentos técnicos.

Após 10 anos de muito trabalho, Mariana tem uma grife de roupas famosa, consolidada e distribuída em mais de 12 estados brasileiros.

Ela reconhece que atingiu seu ápice profissional. Além de dominar o ramo da moda, onde atua, ela já aprendeu tudo sobre administração de empresas, crescimento, gestão de pessoas e até mesmo tem focado em manter seus colaboradores felizes. 

Mas tem algo que Mariana ainda não conseguiu conquistar: uma família.

Apesar de sempre sonhar em ser uma grande empresária, parte do coração de Mariana nutre a ideia de se casar e ser mãe, acontece que ela já passou tanto tempo se dedicando a profissão, que Mariana já não sabe mais “paquerar”, “namorar” e não tem muita “paciência” para construir relacionamentos. 

Foi aí que ela decidiu buscar uma Mentora.

Em um primeiro momento, Mariana buscou outra mulher, bem sucedida profissionalmente e que tivesse também conquistado uma família. Afinal, o modelo de Mentor da Mariana está relacionado a buscar pessoas que já experienciaram o que ela deseja conquistar.

Acontece que nenhuma das mulheres com este perfil que Mariana conhecia, se conectava com ela. Mariana não se sentia à vontade, ou mesmo não conseguia se abrir verdadeiramente com nenhuma dessas potenciais Mentoras.

Um dia, Mariana foi convidada para participar de uma celebração no espaço terapêutico de uma amiga. Essa celebração tinha como tema a cura do “Sagrado Feminino”. 

A convidada para falar sobre o assunto era uma senhorinha, que tinha por volta dos 70 anos e vinha de uma cidadezinha muito humilde no Peru. 

A palestra durou mais ou menos 1 hora e já quase no fim a senhorinha disse: 

“A mulher tem dentro de si todo o poder de administrar o trabalho, o lar e ao mesmo tempo todo o amor para ser protetora e honrar sua família. Basta que ela direcione a energia certa, no momento certo”

Naquele momento, Mariana teve certeza de que havia encontrado sua mentora. Muito embora aquela senhoria definitivamente nunca havia construído uma empresa com mais de 350 funcionários, como Mariana. 

Mas ela sabia onde estavam as “dores” que Mariana tinha e em pouco tempo conseguiu fazer com que a moça enxergasse outros panoramas da própria vida. 

Ou seja, foi preciso que Mariana abrisse espaço para alguém aquém da sua “bolha” entrar e só aí ela conseguiu enxergar novas possibilidades. 

O que quero mostrar com essa pequena historinha é que o verdadeiro papel do Mentor é ajudar o seu cliente a ampliar seus paradigmas ou a Visão de Mundo, o que significa um processo profundamente transformacional do cliente.

E isso nada tem a ver com experiências ou vivências pessoais.