Análise transacional: proposta e resultados obtidos

É preciso estar muito centrado e consciente do próprio propósito para não deixar com que a atitude das pessoas com as quais convivemos abalem nossos sentimentos e ações. Embora haja alegria em compartilhar a vida com pessoas que gostamos, admiramos e amamos, também há um desafio constante em superar julgamentos para criar um convívio produtivo e harmonioso. 

Há muitas formas de contornar problemas de relacionamento interpessoal, mas sem colocar como ponto de partida a busca pelo autoconhecimento é mais difícil conseguir resultados duradouros. Na vida familiar ou no convívio social no trabalho, saber identificar distrações e encontrar maneiras para recuperar o foco e o equilíbrio, estratégias proporcionadas pelo autoconhecimento, diminui a magnitude dos conflitos e coloca a comunicação a serviço do aprimoramento contínuo das relações. 

Associado ao autoconhecimento, alguns conceitos ligados a escolas da psicologia, como a análise transacional, mostram ótimos resultados em situações práticas. Esta teoria da psicologia se dedica a pensar a relação entre estímulo e resposta nas interações sociais. Vamos entender melhor o que isso significa?

Contexto da Análise Transacional 

O médico e psiquiatra americano Eric Berne sistematizou esta teoria por volta do começo da década de 1960. Assume-se que a partir de uma teoria da personalidade e outra de psicoterapia sistêmica é possível criar espaço para uma transformação pessoal que impactam as relações interpessoais do indivíduo diretamente. Com isso, seus resultados se tornam presentes em forma de reflexões significativas ao longo de toda a vida e são vivenciados como parte de um propósito, uma filosofia de vida. 

O nome da teoria tem origem na troca (transações) de estímulos e respostas entre pessoas que convivem seja em qual for o contexto. Para a Análise Transacional todo sujeito tem o potencial de atingir sua plenitude, desenvolver uma imagem positiva de si e do mundo e ter relacionamentos saudáveis.

Também afirma que dependendo do modo como o sujeito reage às demandas externas, ele pode se sentir preso a ideias que não são suas, vivendo de acordo com a expectativa dos outros e não a partir de suas escolhas. 

A observação do comportamento de seus pacientes era a principal fonte de pesquisa de Berne, porque ele entendia que a chave para a resolução de conflitos estava na forma como eles se apresentavam. 

O que a Análise Transacional propõe

Imagine que tudo o que você pensa, sente e a forma como age está sob o olhar criterioso de um observador. Ele anota todas as decisões que você tomou, as que levaram a um conflito e as que você utilizou para sair dele. Depois, este mesmo pesquisador lhe mostra a quais estímulos seu comportamento é mais suscetível, propondo uma reflexão para que você mesmo encontre estratégias para desvincular sua resposta negativa diante daquele conjunto de estímulos. 

Com isso, você tende a adquirir uma autonomia na condução de seus relacionamentos, mantendo-se centrado naquilo que se propõe. Este recurso faz parte de um processo maior de aprimoramento pessoal contínuo.  

Ao convidar a pessoa para olhar para a situação que a aflige e geralmente lhe provoca uma determinada reação, se quer desvencilha-la de interpretações conflituosas e traumáticas do passado. Mostrar a relação entre as experiências vividas no passado e seu comportamento atual é um ponto chave para os resultados neste tipo de análise. 

A teoria interpreta que os Estados de Ego sistematizam o que cada indivíduo pensa sobre suas emoções e personalidade. Ela separa este conjunto de crenças em Estado de Ego Pai, Estado de Ego Adulto e Estado de Ego Criança. Esses conceitos são relevantes para a distinção de limites entre o comportamento da pessoa e da outra com a qual ela se relaciona. 

Quando o sujeito se posiciona com o Ego Pai, espera uma submissão da pessoa com a qual se relaciona e que ocupa a posição de Ego Criança. Já quando, ao emitir uma mensagem, assume a postura de Ego Criança, espera do outro um comportamento de amparo incondicional.  

No momento em que opta-se pela comunicação com o Ego Adulto, cria-se espaço para a reciprocidade. A comunicação é nivelada e atinge seu ideal principalmente em contextos de trabalho. Saber assumir cada posição quando queremos nos comunicar nos ajuda a manter uma comunicação assertiva, já que vamos emitir uma mensagem que será interpretada pelo outro da forma como gostaríamos que fosse. 

No âmbito clínico, este tipo de análise promove a autonomia do cliente que passa a transitar em diferentes espaços e relações mais sintonizado a sua própria voz. 

Resultados práticos 

Os conceitos da análise transacional, assim como a proposta da psicologia positiva, fazem parte do programa de Coaching, Mentoring e Advice do Sistema ISOR®. Ao identificar com propriedade que estímulos levam o indivíduo para uma postura desfocada e aprender como reinterpretar a cena conflituosa, o peso do conflito desaparece instantaneamente, porque o indivíduo já entende o que está acontecendo e pode reverter a situação buscando um desfecho positivo.

São mencionados como resultados práticos:

  • Estado emocional positivo no geral
  • Centramento e postura condutora
  • Relacionamentos interpessoais saudáveis
  • Automotivação e propósito bem estabelecidos

Uma vez capacitado para observar um conflito com uma visão de mundo ampliada sobre a situação, já não há mais conflito. E a Vida volta a permitir que pessoas com opiniões e atitudes diferentes possam conviver em um ambiente produtivo e saudável.